Forum Rede Primus da Câmara do Sabugal em Paris

A Camara Municipal do Sabugal, realizou no sábado 23 de maio, em Pierrefitte no espaço Canelas, o segundo forum Rede Sabugal Primus. O principal obectivo desta iniciativa consiste em favorecer contactos que permitam a valorização e divulgação do concelho junto da diáspora sabugalense a residir em França. Usaram da palavra os Presidentes da Câmara António Robalo, da CCIFP Carlos Vinhas Pereira, do AICEP António Silva, o deputado Carlos Gonçalves e o secretário de estado Pedro Lomba. Carlos Matos, PDG do Groupe Saint Germain, com raizes em Sortelha, testemunhou da sua experiência de empresário em Fança. A oportunidade da iniciativa foi realçada pelos numerosos presentes no decorrer do debate que se seguiu às intervenções oficiais.

O Presidente da Câmara do Sabugal, António Robalo depois de referir a existência de infraestruturas adaptadas no concelho, salientou a importância para o concelho, de dar um novo passo na dinamização da actividade económica que permita fixar os seus habitantes, em particular os jovens, de forma doradoira.

Cada uma das aldeias do concelho, tem uma identidade muito própria que importa valorizar junto da  diáspora. Neste aspecto a capeia arraiana constitui um dos elementos identitários que mais contribui para a preservação dos laços afectivos com o concelho  das origens.

Salientou que a rede de trabalho a constituir com o apoio da Câmara de Comércio e Industria Franco Portuguesa de Paris tem por finalidade participar activamente na realização dos objectivos de desenvolvimento do concelho. E verdade que se trata de um primeiro pequeno passo que representará, sem duvida, um salto importante para o concelho do Sabugal.

O presidente da CCIFP, Carlos Vinhas Pereira, que usou em seguida da palavra, referiu que este encontro, era verdadeiramente um momento muito especial, semelhante a um concelho de família. Hoje o concelho do Sabugal dispõe de condições económicas para que a diáspora possa desempenhar um papel activo na promoção do Concelho. As empresas portuguesas em geral devem exportar e a França aparece como um mercado alvo prioritário com 65 milhões de habitantes dos quais 2 milhões com afinidades com Portugal. O papel da Câmara de Comércio consiste em promover contactos abrir portas para que as empresas portuguesas possam apresentar os seus produtos. Nesse âmbito, a Câmara disponibiliza através do seu hotel de empresas um apoio logistico e juridico muito concreto a todos os que querem desenvolver a sua actividade de negócio em França (domiciliação, pbx, rede informática, etc.). Por outro lado, alargou a dinamização da sua rede de empresários portugueses ás áreas da solidariedade (Santa Casa da Mesericórdia de Paris), da promoção da língua portuguesa e do apoio aos jovens luso descendentes (associação Cap Magellan). Foi abordado o projecto de realizar em Paris uma capeia, tradição forte do concelho do Sabugal, como elemento federativo e dinamizador dos agentes económicos com raizes no concelho do Sabugal.

Tanto António Silva, Director da AICEP, como o deputado Carlos Gonçalves referiram a importânica do mercado francês para Portugal, que é hoje o nosso segundo parceiro económico. Portugal é visto como um país muito atractivo não só para as grandes empresas, algumas das quais com implantação significativa em Portugal, mas também para os turistas. Em França, Portugal é um mercado apreciado que beneficia da boa imagem angariada não só pelos empresários de origem portuguesa a desempenhar cargos de chefia em empresas francesas de relevo como por todos os elementos da comunidade.

Carlos Gonçalves referiu a importância das relações da diáspora com o país, afirmando que as politicas nacionais devem ser destinadas a todos os prtugueses quer sejam residentes em Portugal ou no estrangeiro. E obrigação das autarquias, contar não só com as pessoas que nele residem como também com aqueles que se encontram no exterior. Noentanto, criar uma rede na diáspora, não é fácil dado que a comunidade portuguesa é uma comunidade integrada. Para trabalhar juntos, é necessário haver um conhecimento mutuo prévio e é esse o primeiro passo que a Rede Primus deve realizar à imagem do trabalho realizado pela Câmara de Comércio junto dos empresários portuguêses em França.

Ao encerrar os debates, Pedro Lomba secretário de estado apresentou-se como membro de uma equipa que luta contra o individualismo dos portugueses, promovendo a mobilização dos empresários e da administração no apoio à diáspora portuguesa. Não se pode entender que Portugal apoie os investimentos dos estrangeiros sem envidar os mesmos esforços no apoio aos emigrantes portugues. Referiu que uma das suas preocupações principais, foi de integrar no programa de apoios europeus Portugal 2020 o objectivo de criar confiança entre as pessoas, de reforçar as equipas que trabalham no desenvolvimento regional para dar força à causa do apoio às regiões do interior. Nesse sentido, importa incentivar os investimentos em Portugal dos emigrantes portugueses e criar estruturas de apoio e informação que permitam fazer beneficiar os investidores da diáspora das medidas europeias nomeadamente nos projectos que possam ter um impacto social.

A diplomacia económica deve promover o reencontro nacional incentivando o regresso dos que partiram para assim estar à altura da herança que recebemos.

O projecto da Rede Primus foi oficialmente lançado no mês de Março em Lisboa, devendo uma terceira etapa decorrer já no próximo mês de Agosto no Sabugal. Membros da equipa municipal e empresários instalados no concellho vão também estar presentes no salão do Imobiliário Portugês em Paris que vai decorrer do 5 a 7 de junho 2015 nos pavilhões da Porte de Versailles.

Raiar - DR/MLG