Carnaval 2010

Reportagem completa desfile e garraiada

 

 

 ALDEIA DO BISPO

 Diaporama no final deste artigo

 

A organização dos festejos do Carnaval esteve a cargo da Associação da Mocidade, da Junta de Freguesia e da Raiar, com a colaboração da Litografia Diana. Num ambiente de frio intenso (as temperaturas chegaram a atingir os 7º/8º negativos), o Carnaval 2010, em Aldeia do Bispo, subiu mais alguns degraus para se afirmar definitivamente como um dos mais importantes da raia sabugalense.

Marcaram presença muitos conterrâneos (em número superior ao habitual), e muitos forasteiros, quer portugueses, quer espanhóis (alguns, com pinta de Recortadores, vindos de Coria).

 

No Domingo, por volta das 11H30, teve lugar o encerro dos touros, no percurso entre o cemitério velho e o largo da Igreja. Apesar da temperatura rondar, a essa hora, os 2º/3º negativos, compareceu muita gente ao encerro, de tal forma que havia quem comentasse que parecia o encerro de Agosto. Seguiu-se o “boi da prova”, com a animação dos naturais de Aldeia do Bispo e dos “de fora”, que nesta altura também são autorizados a pegar ao forcão e a dar umas “carreirinhas”.

Após o almoço, teve início o cortejo carnavalesco, ao som dos bombos, isto é, do barulho dos bombos, já que os instrumentistas actuaram de improviso e imitaram as linhas paralelas: por mais que tocassem nunca conseguiram encontrar-se.   

Abriu o desfile o carro alegórico do campanário, com a lindíssima bandeira “de bandear” dos mordomos, seguido do andor do Santo Entrudo, ladeado pelas senhoras da terra, nos seus belos trajes regionais; imediatamente a seguir vinha o “Menino” e, mais atrás, o palio com a autoridade religiosa que dá nome à terra. Seguiam-se a “banda” e uma novidade que a todos maravilhou, “as alabardas andantes”. As crianças foram, efectivamente, a atracção principal deste renovado corso carnavalesco. Mais atrás vinham os cabeçudos e gigantones, a praça desmontável (outra novidade), o forcão dos mais pequenos e a representação do encerro (os touros eram muito bravos, estavam constantemente a fugir e deram trabalho redobrado aos cavaleiros). Encerrou o cortejo, a ambulância, do Dr. Camejo.

O acto final do desfile de carnaval teve lugar com um teatro, em frente do chafariz e da casa do João Fernandes: as “raparigas/praça desmontável” fizeram um círculo, as alabardas andantes, todas sorridentes, deram o seu passeio ao som do tambor e teve início a tourada: o touro marrou rijamente, veio o “capinha Manho”, que se deixou apanhar, tendo sido socorrido e levado em maca pelas enfermeiras do Dr. Camejo. 

Findo o desfile de Carnaval, teve início a capeia com bois a sério.

No final do dia, realizou-se o baile dos mascarados, no pavilhão do Lar de Stº Antão, animado pelo conjunto “Fãs da Farra”, com entrega de prémios às melhores mascaras para a ocasião.

 

Viu-se muita gente de Aldeia do Bispo mas, igualmente, de outras aldeias das redondezas, em alegre convivência.

Como balanço final, foram dias muito divertidos e em que as coisas correram com grande animação. Os trajes e adereços carnavalescos foram recuperados uns e outros feitos de novo, com criatividade e sentido estético, como as fotografias demonstram.

Para isso foi necessário que muitas pessoas trabalhassem muitos dias e muitas noites, mas o resultado do seu trabalho agradou a todos.

 

Francisco Ricardo

 

REPORTAGEM FOTOGRAFICA