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A história

Estes laços com a vizinha Espanha, já são longínquos considerando que até 1296/1297 os territórios da margem direita do rio Côa e por conseguinte de Aldeia do Bispo eram pertença do Reino de Castela e Leão.
Fica distante 5 km da nascente do rio Côa.
No limite de Aldeia do Bispo, é, em parte, a ribeira da Raia (Ribeira do Codessal , segundo documento antigo de 1226) que divide as duas nações. 
A aldeia é banhada pela Ribeira dos Munhos e seu afluente Ribeira do Poço que atravessa o centro da povoação e lhe dá um aspecto muito pitoresco, as suas águas escoam para a aldeia vizinha de Lageosa.

HISTÓRIA DE ALDEIA DO BISPO
A ribeira do Codessal e dos Munhos vão desaguar no rio Rio Águeda (Rio de Navasfrias), cujas águas se juntarão no rio Douro.
A sul, prolongamento das serras espanholas da Peňa de Francia e Jalama (Xalma) e serras portuguesas das Barreiras, Cabeço Vermelho e das Mesas; a poente, Malhão e Matança.
A cobertura vegetal mudou muito após a praga dos incêndios florestais das décadas 70 e 80 do século XX, o pinho foi substituído pelo eucalipto e o carvalho negral apoderou-se da maior parte das terras.Os seus limites confrontam com os da Lageosa, Aldeia Velha, Fóios e da espanhola Navasfrías.
A nível geológico, o granito de grão grosso domina a paisagem, excepto nas serras do Malhão e Matança onde predomina o xisto.
A altitude média da aldeia situa-se à cota de 930 m, o clima é continental com fortes amplitudes.
É difícil definir o aparecimento desta povoação, dado não haver documentos comprovativos.
No entanto os achados apontam para a existência de um povoado na época pré-histórica.
Também não conhecemos o nome primitivo de Aldeia do Bispo, o nome actual da freguesia aparece já referido no ano de 1320.
Podemos alvitrar a hipótese que o nome antigo fosse do desagrado da Igreja.
Aldeia predominantemente agrícola até meados do século vinte, Aldeia do Bispo despovoou-se (como as outras aldeias da região) aquando do surto migratório que levou os seus naturais a procurar novo modo de vida no estrangeiro ou nos centros urbanos de Portugal.
Não obstante, soube guardar intactas as tradições ancestrais, à maneira de elemento federador e pretexto repetido para as visitas anuais.

A produção da castanha também diminuiu drasticamente por falta de tratamento e devido à doença da tinta.
Recentemente alguns soutos de castanheiros foram plantados.
Nas árvores frutíferas são abundantes as macieiras e marmeleiros.
Com a mudança do manto florestal e falta de exploração das terras, também a fauna procurou outros lugares: o lobo está extinto desde a década 80 do século XX, a lebre e o coelho como a perdiz tornaram-se escassos. Só a raposa é que conseguiu adaptar-se a esta nova situação. Outros animais percorrem agora o limite de Aldeia do Bispo: corços e javalis (em grande quantidade).
Com paciência, também se pode observar o esquilo e outros mamíferos de tamanho pequenoAs pegas azuis e aves de rapina investiram agora os céus límpidos desta freguesia. A semelhança de muitas outras aldeias, Aldeia do Bispo não tem um património que se possa qualificar de monumental, noentanto, podemos dizer que é bastante rico e diversificado. 

No seu limite, foram inventoriadas mais de trinta sepulturas antropomóficas escavadas na rocha. Trata-se, sem dúvida de uma das mais importantes necrópoles desta natureza na região, à qual, um estudo mais aprofundado, não deixaria certamente de acrescentar as 14 ou 15 identificadas no limite de Aldeia Velha.
Existem também inumeros choços e vários moinhos de água, dos quais, um ainda se encontra em estado de funcionamento. 
Espalhadas pelos campos várias pedras bolideiras ou cavaleiras chamam a nossa atenção, assim como várias outras pedras, cuja forma e disposição, nos fazem pensar a um antigo santuário lusitano.
Aldeia do Bispo teve uma população importante até a década 50 do século XX, a partir de 1960 foi registado um grande despovoamento.
Este êxodo, no início, rural, para Lisboa, Porto e Coimbra, acentuou-se depois para os países europeus: essencialmente para França.

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